Member Get Member é um modelo de aquisição que muitas empresas conhecem de nome, mas poucas tratam com a seriedade estratégica que ele exige.
Em algum momento do crescimento, quase toda empresa esbarra no mesmo limite: para vender mais, precisa investir mais em mídia, aceitar leads menos qualificados ou pressionar o time comercial. O resultado costuma ser previsível. O CAC sobe, a eficiência cai e a previsibilidade do pipeline começa a desaparecer.
O que nem sempre fica claro é que, antes de aumentar orçamento, já existe um ativo poderoso dentro da própria operação.
O ativo ignorado pela maioria das empresas
Clientes satisfeitos indicam. Parceiros indicam. Pessoas que confiam no seu produto indicam.
O problema não é a falta de indicação. O problema é que, na maioria das empresas, ela acontece de forma informal. Sem processo, sem mensuração e sem integração com marketing e vendas.
Quando isso acontece, a indicação vira sorte. Às vezes ajuda, às vezes não aparece. Não entra no planejamento, não é analisada como canal e não contribui para decisões estratégicas.
O modelo de Member Get Member surge justamente para resolver esse vazio.
Quando o Member Get Member deixa de ser espontâneo
Tratar Member Get Member como canal de aquisição significa assumir que indicação precisa de método, tecnologia e governança. Não é sobre esperar que clientes indiquem, mas sobre criar as condições certas para que isso aconteça de forma recorrente.
Na prática, quando o modelo é bem estruturado, alguns efeitos começam a aparecer com clareza:
Leads chegam com mais contexto, porque já existe uma relação de confiança na origem da indicação.
O CAC tende a cair, já que parte da aquisição deixa de depender exclusivamente de mídia paga.
O pipeline se torna mais previsível, porque a indicação passa a ter volume, cadência e acompanhamento.
O time comercial trabalha com oportunidades mais qualificadas, reduzindo esforço desperdiçado.
O Member Get Member não substitui outros canais. Ele equilibra a operação e reduz a dependência excessiva de anúncios.
Por que empresas grandes já adotam Member Get Member
Empresas como iFood e Casas Bahia não usam Member Get Member por acaso. Elas tratam indicação como um canal estratégico, com regras claras, acompanhamento de dados e integração direta ao funil comercial.
Isso permite responder perguntas que muitas empresas não conseguem hoje, como:
De onde vêm as melhores oportunidades?
Qual o impacto real da indicação em vendas?
Quanto esse canal contribui para o crescimento mensal?
Quando o Member Get Member entra no mesmo nível de análise que inbound, outbound ou mídia paga, ele deixa de ser discurso e vira estratégia.
O erro mais comum ao tentar estruturar indicação
Muitas empresas acreditam que indicação acontece naturalmente quando o produto é bom. Produto bom ajuda, mas não resolve sozinho.
Sem processo, você não sabe quantas oportunidades estão sendo perdidas, quais clientes poderiam indicar mais ou como escalar o que já funciona. No fim, isso significa deixar dinheiro na mesa mês após mês, sem visibilidade.
Member Get Member não é sobre boa vontade do cliente. É sobre estrutura.
Member Get Member como canal de aquisição
É importante reforçar: Member Get Member não é um programa de fidelidade e não tem retenção como objetivo principal. O foco é aquisição.
O modelo transforma relações existentes em um canal ativo, mensurável e conectado ao crescimento do negócio. Quando bem implementado, a indicação deixa de ser um bônus ocasional e passa a ocupar um lugar estratégico no planejamento de marketing e vendas.
Empresas que entendem isso param de tratar indicação como algo complementar e começam a enxergá-la como um pilar real de crescimento.
Quando faz sentido estruturar esse canal
Se sua empresa já tem clientes ativos, parceiros próximos ou uma base que confia no seu produto, o Member Get Member provavelmente já existe — só não está estruturado.
A diferença entre quem cresce com previsibilidade e quem depende de sorte está justamente aí. Método, visibilidade e integração com o funil.
Não é sobre promessas milagrosas. É sobre tratar indicação como canal.
